Desde o descobrimento do Brasil, os índios guaranis e caiagangues habitavam a região onde hoje é Foz do Iguaçu. Em 1542, o espanhol Álvar Nuñes Cabeza de Vaca, grande explorador, comandava uma expedição que partiu de Santa Catarina em busca de uma rota para chegar a Assunção, no Paraguai. Nessa época, a região, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, pertencia à coroa espanhola. Dentre os muitos obstáculos enfrentados durante a viagem, ao descer o rio Iguaçu de canoa, o desbravador precisou de muita sorte e habilidade para escapar da forte correnteza. Avistou pela primeira vez as Cataratas e só teve tempo de gritar: “Santa Maria, que beleza!”. Por seu feito e sua célebre frase, entrou para a história. Batizou as quedas de Cachoeira de Santa Maria, que mais tarde ficaram conhecidas como Cataratas do Iguaçu, nome de origem indígena (Yguazú) que significa “água grande”. As belezas do região só voltariam a ser apreciadas pelo homem branco no séc. XVIII, quando os jesuítas chegarm para catequizar os índios. Nesse tempo, o território era alvo de disputa entre espanhóis e portugueses. Sua delimitação só aconteceu mais tarde, após a independência da Argentina, do Paraguai e do Brasil. Por muito tempo a região permaneceu isolada, mas os raros visitantes não poupavam elogios às belezas locais. Um deles foi Alberto Santos Dumont, que visitou as Cataratas em 1916 e, como ficou muito impressionado, teria se comprometido a lutar para que fosse criado um parque público. No dia de 28 de julho do mesmo ano, Affonso Alves de Camargo, Presidente da Província do Paraná tornou as terras públicas.