|
Marcelo Frota – 6ª Série
Olha só que legal, conversando com alguns caboclos da região que visitamos, perguntamos se eles conheciam alguma lenda daquela região? –responderam que muita, entre elas as seguintes: O bicho-do-fundo
Acreditam muitos caboclos do rio Solimões que as aparições misteriosas ou os fatos inexplicáveis são obras do bicho-do-fundo, também conhecido como Caruanas (gênios que vivem no fundo dos rios). Por exemplo, se alguém chega muito alegre e satisfeito de uma pescaria, ou do interior da mata, e de repente sente tonturas e muita febre, o curador pode achar que foi feitiço do bicho-do-fundo.
A Vitória-Régia
Era uma vez uma tribo de índios que viviam às margens do Amazonas. As cunhãs cantavam canções de virgens, admirando a beleza do céu, da lua e estrelas. Certa noite, Neca-Neca, a mais sonhadora das cunhãs, subiu na árvore mais alta que ali havia, para ver se pegava a lua. Imaginava tornar-se também lua se nela tocasse. Por isso, tentou várias vezes apanhá-la no cume dos montes em companhia de suas companheiras. Ao ver que era impossível se aproximar dela, voltava triste para sua maloca. Noutra noite, Neca-Neca levantou-se da rede e foi em direção ao lago. Era noite de lua cheia. E lá estava a lua, grande e bela, refletida na água. A cunhã deu um pulo de alegria, pois pensou que a lua tinha vindo para satisfazer o sonho dela. Tomada de emoção, jogou-se n’água e desapareceu. A lua, porém teve pena da cunhã e transformou-a numa flor: a Vitória-Régia. É por isso que ela tem um perfume inebriante e suas pétalas ficam à flor d’água para melhor receber a luz da lua.
A lenda do boto
Conta-se que o boto, peixe cetáceo, muito vistoso quando as moças, banham-se no rio transforma-se em belo rapaz e as deflora. E, quando a gravidez torna-se visível e a moça não quer declarar o nome do pai, diz: “foi boto. Paralelamente, existe um pássaro mal assombrado, chamado jurutai, que dizem tê o dom de assustar terrivelmente o boto impedindo sua transformação. Assim, matando esse pássaro, e tirando o seu couro, colocando num bentinho no pescoço, livra a donzela das investidas do boto podendo entrar sossegadamente no rio. Esse mesmo pássaro tem sua estória contada na região do Rio Grande do Norte, de forma diferente.
|
|
|
Que lendas vocês conhecem, aqui da região.
|
|
|
|
Uma cunhã transformada em flor
|
|
|
|
Já imaginaram ele se transformar em um belo rapaz?
|
|
|
|
O Boto se prepara par o grande momento!
|
|
|
|
O Pajé e a lenda da origem do rio Amazonas.
|
|
|