O homem e a flora do Rio Vieira
A flora às margens do Rio Vieira é escassa. Com a ação humana começa a devastação das matas ciliares e matas de topo no nascedouro. Fato que se repete ao longo das margens. Em alguns trechos notou-se a presença de muitos aguapés, planta aquática que surge geralmente em águas poluídas e se alimenta dos nutrientes ali presentes derivados da poluição. Ao mesmo tempo que oxigena, os aguapés depuram as águas. À medida que se afasta da nascente rumo a Montes Claros, a mata é substituída por pastagens. As queimadas são recursos usuais dos ribeirinhos para atingir seus objetivos. O equilíbrio ecológico é rompido em toda a região próxima ao rio e adjacências. Desestruturam - se os elementos que compõem uma paisagem: clima, solo, hidrografia, relevo e vegetação. Aproximando – se da zona urbana, percebe- se a necessidade de preservação da natureza. São as plantas que produzem o oxigênio, purificando o ar, conservam a umidade, protegem o solo, as nascentes e os cursos d´água. A flora ajuda a evitar o assoreamento de um rio. E o Vieira sofre desse mal. A população do município precisa tomar consciência de que é importante preservar os recursos naturais. Não é função apenas do poder público. Sem isentar ninguém de suas responsabilidades, verificou- se “ in loco” que o Rio Vieira não estaria numa situação tão calamitosa se a população não tivesse sido tão egoísta e imediatista.
Fonte: Pesquisa realizada por professores e alunos da E.E. Benjamin Versiani dos Anjos.