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Em 16 de novembro de 1995 iniciaram-se as obras daquele que virá a ser um “mar no sertão” :Barragem Castanhão. Os estudos geológicos e topográficos para a construção da Barragem Castanhão iniciaram-se em 1910 pelo engenheiro Roderic Crandall, consultor do IOCS hoje DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra as Secas), foi ele que identificou o local ideal para a construção da barragem. No local onde foi construída a tomada d’água existia uma caverna conhecida, popularmente, como “Caverna do Doutor” que serviu de escritório para o consultor Roderic. Durante a escavação da obra, foi encontrado um bloco de pedra com a enigmática: “REGIÃO SÃO SALVADOR CAVERNA DO MISTÉRIO OBRA DO FIM DOS TEMPOS 1893”.Seriam, escritos, uma espécie de aviso sobre a futura construção da barragem e, o fim dos tempos para a população jaguaribana com a realização de tal projeto. A necessidade da construção da barragem, veio devido à irregularidade pluviométrica durante todo o ano na região. O Açude Público do Castanhão é o maior projeto hídrico em construção no Nordeste. Depois de concluído, terá uma capacidade de armazenamento de 6,7 bilhões de m³ de água e será estratégico para garantir o abastecimento das cidades do Baixo Jaguaribe e da própria Fortaleza (capital do estado). A obra também permitirá a irrigação de 43.000 ha de terras férteis, além de impulsionar setores como a pesca e o turismo. A estimativa é que o açude Castanhão beneficiará cerca de 2,6 milhões de habitantes, gerando 90 mil empregos. Atualmente conta com 96% de sua obra total concluída, faltando apenas 8 metros de altura entre as cotas 103 e 111 metros (acima do nível do mar) para que a barragem atinja a capacidade máxima de armazenamento. Já é possível acumular 3 bilhões m³ de água sem comprometer as condições normais de operação. Todavia, a cidade de Jaguaribara foi a mais afetada, pois além do transtorno causado pelo deslocamento, deixou para traz seu patrimônio material e imaterial causando perdas irreparáveis. Portanto, a realização dessa obra de tamanho espantoso, nos faz pensar: “Que projeto é esse, que até agora trouxe sofrimento, miséria e fome a um povo de vida humilde e pacata?”
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Como já dizia um músico famoso de nossa região: o Sertão vai virar mar... essa afirmação "indiscutivelmente" faz jus a nossa realidade.
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Imagem estraída do folder informativo sobre a Barragem do Castanhão
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Aqui temos uma visão "fúnebre" do que antes foi uma viçosa árvore... uma pequena amostra do que essa barragem realmente significou para o meio ambiente... destruição.
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Foto tirada pelos alunos do Cornélio Diógenes na Br 116 inundada palo Castanhão.
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