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São Gabriel da Cachoeira não encontra-se em estado grave de poluição. Apresenta muitas praias, belezas e muito mais. São Gabriel da Cachoeira situada a margem do rio Negro tem várias belezas, como as pequenas praias temporárias, aparecem entre setembro e janeiro, na época da seca do rio. Esta tem faixa de 500 m de areia branca e águas geladas por causa dos riachos que descem do pico da Neblina. Tem palhoça com aperitivos e cervejinhas. Não se iluda com o jeito manso do rio: a correnteza é forte e traiçoeira. Os indígenas também moram amargem do Rio Negro são eles os: Tucanos, ianomâmis e banivas vivem no Alto rio Negro. As aldeias mantêm os costumes primitivos. O acesso se faz por voadeiras -barcos com motor de popa. Viagem de 6 a 12 horas. Tem as lendas de São Gabriel em que a população comenta muito. As lendas de S. Gabriel estão no meio da rua e do rio. A cobra gigante -petrificada na av. D. Pedro Massa, cumprindo papel de lombada- não deixava ninguém cruzar o rio Negro e engolia os valentões da tribo. Aí, os índios armaram um matapi (arapuca de tala de palmeira), caçaram o monstro e ele virou pedra. Já a ilha Adana, no meio do rio Negro, é a mais bela índia baré abraçada por duas corredeiras -os índios Buburi e Curucui. Disputada pelos dois apaixonados, Adana caiu na água, afogou-se e virou ilha e até hoje a ilha existe. Nada bom que dessa viagem Escalar do Pico da Neblina Do alto, não se vê nada. É como se tudo estivesse nas nuvens e que, lá embaixo, só houvesse um abismo, indefinível, atroz. O topo do Brasil é prá lá de embaçado, um pico que justifica o nome: da Neblina. Está a 3.014 metros de altitude. Vencê-lo exige espírito de aventura, paciência e obstinação. Primeiro, sacolejando pelos 85 km de estrada de terra que sai de S. Gabriel, margeando o igarapé Lá-Mirim. Em seguida, enfrentando dez horas de canoa pelos rios e igarapés Lá Grande, Cauaburi e Tucano. Depois, escalando a trilha que dá no pico e dormindo quatro noites na floresta. O início da caminhada requer muita ginga. É preciso ir driblando o emaranhado de cipós e árvores da mata inundada até ela ceder lugar à floresta densa, enfeitada de bromélias e orquídeas. Não se assuste com a algazarra de macacos e araras. Podem ser índios ianomâmis caçando por perto. A reserva deles fica por aqui, mas não pode ser visitada. No chão irregular, galhos, pedras, raízes, lama negra e grudenta. O "trekking" continua. Peça para o mateiro mostrar-lhe o cipó d´água, que enche copos e mais copos quando cortado. Conheça o breueiro e o pau-de-gasolina, duas árvores que têm seiva inflamável e acendem qualquer fogueira, mesmo debaixo de chuva. Enfim, a escalada. No topo, o Brasil estará a seus pés. Começa a subida. Frio e umidade pelo caminho. Musgo e vegetação rala tomam o lugar da mata. O topo íngreme da montanha se esconde na névoa gelada. De um lado, o exuberante verde da selva a perder de vista. Do outro, já na Venezuela, os misteriosos tepuis, como os índios chamam as serras com rochas de formas estranhas que dominam a região de fronteira.
Jean, Luiz, Hiltolon, Sarah
SOUZA, Marcelo Fernandes - Livro Povos da Amazônia - ano de 2000 - Editora PNLD.
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Localização
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Ilha Adana
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Floresta do territorio de São Gabriel da Cachoeira
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Floresta Amazonica com o Rio de Aguas Pretas (Rio Negro)
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