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Música

Planeta água

(Guilherme Arantes)

Água que nasce na fonte Serena do mundo E que abre o profundo grotão Água que faz inocente riacho e desagua Na corrente do ribeirão Águas escuras dos rios Que levam a fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias E matam a sede da população

Águas que caem das pedras No véu das cascatas Ronco de trovão E depois dormem tranquilas No leito dos lagos No leito dos lagos

Água dos igarapés Onde Iara mãe d'água É misteriosa canção

Água que o sol evapora Pro céu vai embora Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva Alegre arco íris sobre a plantação Gotas de água da chuva Tão tristes são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra Pro fundo da terra

Terra, planeta água Terra, planeta água Terra, planeta água

Terra, planeta água Terra, planeta água Terra, planeta água

Artista: Tom Jobim

Música: Águas de Março

É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinhoÉ um caco de vidro, é a vida, é o sol, É a noite, é a morte, é um laço, é o anzolÉ peroba do campo, é o nó da madeira, Caingá, candeia, é o Matita Pereira É madeira de vento, tombo da ribanceira, É o mistério profundo, é o queira ou nao queira É o vento ventando, é o fim da ladeira, É a viga, é o vao, festa da cumeeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira, Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chao, é a marcha estradeira, Passarinho na mao, pedra de atiradeira É uma ave no céu, é uma ave no chao, É um regato, é uma fonte, é um pedaço de paoÉ o fundo do poço, é o fim do caminho, No rosto o desgosto, é um pouco sozinhoÉ um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando, É uma conta, é um conto É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando, É a luz da manha, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada, É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada É o projeto da casa, é o corpo na cama, É o carro enguiçado, é a lama, é a lama É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma ra, É um resto de mato, na luz da manhaSao as águas de março fechando o verao, É a promessa de vida no teu coraçao É uma cobra, é um pau, é Joao, é José, É um espinho na mao, é um corte no pé Sao as águas de março fechando o verao, É a promessa de vida no teu coraçao É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma ra, É um belo horizonte, é uma febre terça

Sao as águas de março fechando o verao, É a promessa de vida no teu coraçao, É pau, é pedra,...



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