Observamos que as famílias que moram ao redor do rio são de origem muito pobre e provém de diversos lugares, estabelecendo-se ali por não terem outro lugar para onde ir, demonstrando ser pessoas sofridas, mas batalhadoras.
As casas são humildes, construídas basicamente com madeira velha, plásticos, latas, telhas quebradas, e tendo ao seu redor uma quantidade muito grande de lixo. As famílias geralmente muito numerosas, vivem praticamente em condições desumanas, estando sujeitas a diversas doenças, sem falar no perigo que as crianças e, até mesmo, os adultos correm morando próximos ao rio. Uma coisa que nos chamou bastante atenção foi a falta de higiene daquelas pessoas, talvez ocasionadas por falta de recursos e também de assistência de agentes de saúde. De acordo com as entrevistas que fizemos, notamos que as pessoas não queriam demonstrar seu descontentamento em relação à sua vida e às condições nas quais se encontram, e que no fundo desejariam muito mudar de vida, pois o terreno em que moram foi sugerido a eles por falta de recursos e a maioria não sabem nem a quem pertencem essas terras.
A senhora Vitalina Carvalho mora às margens do Rio Colorado a 36 anos.
Profª |Monique
Vista geral dos moradores da ribeirinha do Rio Colorado.