Caminho... Por entres as águas / Entre o vivo, entre o verde / Que mata a cede / Que afoga mágoas...
Caminho... Por entre as ondas turvas, / Que já foram históricas / Por entre as vidas puras / Que se tornam estérias...
Caminho... Por entre o verde / Que começou a desbotar. / Por uma esperança / Que já canso de esperar...
Caminho... Por entre mágoas surdas / Que aos olhos fazem calar / Por um tempo sem tempo / Que o descaso começa a temperar.
Caminho... Por entre a água ainda fogosa, / Que a ameaça arenosa começa a afogar. / Por um espelho azul celeste, / Que o vermelho agreste, já se fez espelhar.
Caminho... E sinto o perfume das flores, ao perder das cores. / Nesse trajeto fúnebre / Um correr de águas / Um caminho lúgubre...
Caminho... E vejo o arquejar, de um remanso. / Que num pulsar manso, me faz sufocar. / E vejo essa verde - água - esperança / Esperar, dissolver, destruir,deformar.
Caminho... E não quero caminhar sozinho... / Caminhemos juntos, / Enquanto houver força, / Enquanto houver caminho.
Davi Bezerra Vieira